O ÊXTASE DO CORPO EM "MISS ALGRAVE" DE CLARICE LISPECTOR

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.34112/1980-9026a2021n44p218-224

Resumen

O presente artigo, a partir do conto de Clarice Lispector intitulado “Miss Algrave”, intenta a discussão do corpo como território carregado de “textos culturais”, segundo estudos de Preciado (2014). Essa dimensão, ao mesmo tempo em que é múltipla e potencializadora, também fabrica políticas manipulatórias a respeito do ser e do viver. Butler (2003) expõe e questiona os atributos expressivos e esperados para “macho” e fêmea” e Deleuze e Guattari (2010) propõem a existência de n sexos, concomitantemente existindo numa mesma pessoa. O conto Miss Algrave é o cerne da discussão, na qual a personagem título está tensionada entre viver o que lhe é esperado e sucumbir às expectativas sociais ou transgredi-las para (re) descobrir seus desejos.

Biografía del autor/a

Ademilson Filocreão Veiga, Universidade Federal do Pará

Ademilson Filocreão Veiga é Graduado em Letras – Língua Portuguesa (Universidade Federal do Pará) e Mestrando em Educação e Cultura (Universidade Federal do Pará). Tem experiência na área de literatura e filosofia, com pesquisa nos seguintes temas: Clarice Lispector, questões de gênero e educação. Email: filocreaoademilson@gmail.com

Gilcilene Dias da Costa, Universidade Federal do Pará

Gilcilene Dias da Costa é graduada em Pedagogia (Universidade Federal do Pará), tem Mestrado e Doutorado em Educação (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). É docente permanente da Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Filosofia da Diferença e Pesquisa-rizoma na Educação, com pesquisa nos seguintes temas: cartografias literárias, corpo-escritura, antropofagia, erótica, microfeminilidades e performatividades de gênero. E-mail: costagilcilene@gmail.com

Citas

BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O anti-édipo: capitalismo e esquizofrenia. Tradução de Luiz B. L. Orlandi. São Paulo: Ed. 34, 2010.

LISPECTOR, C. Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016.

LOURO, G. O corpo educado. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

PRECIADO, B. Manifesto Contrassexual. Tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro São Paulo: N-1 edições, 2014.

Publicado

2021-09-14

Número

Sección

Dossiê – Artigos