EDUCAÇÃO EMANCIPATÓRIA: a pedagogia do desaprender a aprender

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34112/1980-9026a2021n44p160-168

Resumo

Para dialogarmos sobre Educação Emancipatória a partir dos sentidos: político-étnico-social apresentou no presente texto à perspectiva de transformação das estruturas sociais, através da concepção de uma educação que ultrapasse a simples produção de seres competentes tecnicamente e disponíveis para o mercado. Guiamo-nos pela questão: Quais práticas educativas que ensinam o desaprender dos processos de subordinação cultural e potencializam os ditos lugares de fala, de escritos, de saberes e fazeres afrorreferenciados? Tomamos como orientação teórica o diálogo com Freire (2010), o qual nos diz que a/o sujeita/o ao fazer uso de sua condição racional, de sua autonomia permitida pela coletividade terá capacidade de transformar o seu entorno, podendo ser isso chamado de educação emancipatória. Tomamos como bases para o entendimento deste caminhar, a análise dos instrumentos legais, aquelas que legitimaram/legitimam o controle das manifestações destes saberes ou negaram aos afrodescendentes o acesso aos bancos escolares.

Biografia do Autor

Artenilde Soares da Silva, Universidade Federal do Piauí

Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Piauí,  graduda em Licenciatura Plena em Educação artística pela Universidade Federal do Piauí (2006). Especialista em Educação, Cultura e Identidade Afrodescendente pela a Universidade Federal do Piauí (2013).  Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação, políticas públicas e Gênero e Afrodescendência.

Francisco Elismar da Silva Júnior, Universidade Federal do Piauí

Integrante do Grupo de Cultura Afro Afoxá, onde atua como bailarino e coreógrafo, graduado em Educação Física, especialista em Educação Física Escolar e técnico em dança.

Referências

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Publicado

2021-09-14

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Dossiê – Artigos